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Sopa de Mostarda com Pepino

Apresentação ajuda muito no sabor!

Sopa cremosa, aparência bem lisa. Preparação relativamente simples, acho que é ideal para começar os registros!

Ingredientes:

2 xícaras de folhas de mostarda picadas

2 pepinos japoneses

meia cebola

alho à vontade

azeite extra virgem

1/2 xícara de amêndoas

1 xícara de miolo de pão italiano

1 xícara de água

20 uvas verdes sem caroço

1 colher de sopa de vinagre de vinho branco

1 copo de iogurte natural

sal, pimenta do reino e pimenta caiena

Preparação

Primeiro, pique a cebola em pedaços pequenos. Sem muita paranóia com o tamanho dos pedaços, pois tudo será batido no final, mas pedaços melhores ajudam a caramelizar melhor e fica mais suave o sabor no final.

Coloque em uma panela um pouco de azeite, o suficiente para cobrir o fundo, mas sem saturar.

Jogue a cebola e refogue até que ela fique macia, mas sem começar a mudar de cor. Cerca de 2 minutos em fogo médio.

Acrescente as folhas de mostarda já picadas. Para picar, sugiro retirar as folhas do talo, lave, faça rolinhos com várias folhas, e fatie os rolinhos. Acrescente também alho, que pode ser picado, fatiado, amassado, tanto faz. O alho vai soltar o sabor e será triturado depois, a consistência dele não importa muito neste momento. Cozinhe até as folhas murcharem. Neste ponto a cebola vai estar levemente mais escura. Desligue o fogo.

Retire a casca dos pepinos e pique-os. Coloque no liquidificador os pepinos picados, um pouco de azeite, o refogado, o vinagre, as amêndoas, 12 uvas, o pão, o iogurte e a água. Bata por 2 ou 3 minutos, suficiente para que tudo esteja bem homogêneo

Passe esta mistura por uma peneira, voltando tudo para a panela. A mistura é meio grossa, pode dar um pouco de trabalho para peneirar, ou dar a impressão que não rendeu. Neste caso, fique batendo na lateral da peneira com uma colher, que o líquido continua a cair. O que sobrará na peneira será uma pasta com pouca humidade. Na panela, sobrará um creme bem liso.

Agora leve o creme ao fogo novamente. Neste momento é hora de temperar com sal e pimentas. Isso é sempre à gosto. Eu acho que pimenta caiena é sempre bem vinda, quando usada em doses moderadas. Ela irrita as papilas o suficiente para que se perceba os sabores individualmente, aumentando muito a apreciação do prato. Não precisa ferver o creme, basta aquecê-lo para que os temperos sejam bem incorporados.

Se o creme estiver líquido demais, deixe um pouco em fogo baixo, até que ele engrosse. Se estiver grosso demais, acrescente mais água até que ele fique mais líquido do que deveria, depois mantenha em fogo baixo até engrossar ao ponto ideal. Este procedimento é desejável para que não resulte em um creme com gosto aguado.

Na hora de servir, fatie algumas uvas, e rale algumas amêndoas. Sirva 2 a 3 conchas da sopa, coloque cuidadosamente algumas fatias da uva espalhadas por cima do creme, salpique com a amêndoa ralada, despeje algumas gotas (gotas. não fio. gotas.) de azeite, e finalize com alguma erva de cheiro. Utilizei hortelã, mas poderia ser manjericão, coentro, sálvia…

Acredito que coentro seria uma boa substituição à mostarda. Alho poró também, mas neste caso não colocaria alho no refogado, para não saturar.

Creme de leite no lugar do iogurte também seria bem apropriado.

Apreciação

O amargo das folhas de mostarda contrasta bastante com o adocidado das uvas. Os pepinos em conjunto com o iogurte renderam uma textura cremosa. Acredito que um creme de leite culinário (mais encorpado) no lugar do iogurte renderia além da textura cremosa, uma maior suavidade no sabor das mostardas, que ficou bem pronunciado. As uvas inseridas no final garantem uma experiência bem satisfatória quando consumidas. Ideal é se colocar poucas fatias, a uva tem que ser o contraponto ao amargo, ela não pode ter destaque. Desta forma, é bem prazeroso quando se come uma, é uma certa surpresa. O mesmo vale para os pingos de azeite. Ideal é que este azeite não se misture no creme, apenas seja apreciado quando se encontra uma colherada onde ele vem. Por conta da agressão das pimentas com o amargo da mostarda, o azeite se pronuncia bastante quando encontrado. Assim como as uvas, o azeite também é contraponto, não pode ter destaque.